Carros e trânsito

Algumas coisas funcionam aqui, não funcionariam nunca no Brasil, por exemplo o Stop 4 e Stop 3. Stop 4 é pra cruzamento de 4 vias e Stop 3 é pra cruzamento de 3 vias. Funciona da seguinte maneira: em um cruzamento, sem semáforo, existe um esquema de revesamento, onde avança um de cada vez e todos os outros esperam pela sua vez.

E todos aqui respeitam. Se você furar um Stop 4 ou 3 existe uma grande chance de ser chingado. Eu imagino como seria um esquema parecido com esse em São Paulo, onde os motoristas se respeitam muuuuuito…

Existem bem mais modelos de carro aqui no que no Brasil, e os carros mais luxuoxos não são absurdamente mais caros. É possível comprar um Audi A4 com uns 2 ou 3 anos de uso por aproximadamente R$ 45000,00. Porém um Hyundai Atos, que é quase um Fiat Uno, 0 km deve sair por aproximadamente quase R$ 20000,00.

No trânsito, é muito comum você ver desde Audi TT e BMW Z4, até Fuscas caindo aos pedaços.

E a gasolina aqui, além de ser gasolina pura, é bem mais barata também: Um litro deve sair em torno de R$1,80.

Eu é que estou bem sem grana, mas se pudesse gastar um pouquinho, daria pra pegar um carrão com o preço que se pagaria em um Golzinho 0 km completo aí no Brasil…

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Cheguei!

Cheguei a África do Sul na sexta-feira e essas são apenas as minhas primeiras impressões. Ao longo da minha estadia aqui, vou relatar com mais detalhes as diferenças e os fatos interessantes daqui.

Foi um vôo tranquilo e a entrada no país foi mais tranquila ainda.

Em todas as outras viagens internacionais que eu havia feito, tinha que passar minha bagagem de mão por raio-x, detetores de metais ou até mesmo tirar os sapatos. Porém quando cheguei aqui, nenhum desses procedimentos foi necessário.

Tomei um capuccino no aeroporto e fui até o hotel. Já na recepção pude perceber que o inglês aqui tem um sotaque bem carregado, um pouco difícil de entender.

Bem ao lado do hotel há um shopping, onde fui almoçar. Pude notar uma loja da adidas, com uma camisa da seleção argentina pendurada bem na vitrine. Tudo bem, pois algum tempo depois, no mesmo shopping, pude ver um cara passeando vestindo a camisa da seleção brasileira.

A primeira coisa que precisei comprar foi um adaptador de tomada. As tomadas aqui tem um padrão que eu nunca havia visto antes, são enormes (maiores que as européias), tem três grandes pinos redondos e a tensão é de 240V! Ao menos os itens eletrônicos que eu trouxe tem alimentação ou fontes que suportam entre 100V-240V.

Aqui os carros seguem o padrão inglês – direção do lado direito. Confesso que estava apreensivo quanto a isso, mas é mais fácil do que eu imaginei, porém ainda é estranho dirigir no lado do “passageiro”. Outras coisas estranhas são: mudar a marcha com a mão esquerda, dar seta com a mão direita (liguei o limpador de para-brisas várias vezes), andar do lado contrário da rua.

Pelo que conversei com as pessoas daqui, carro é uma necessidade, pois praticamente não existe transporte público (ao menos aqui em Centurion, não sei como é nas outras cidades do país).

O esporte nacional é o Rugby, porém é possível ver, nos canais de esportes, partidas de cricket e futebol, claro.

Pra minha grata surpresa, pude assistir, pela tv local, na íntegra o vt do jogo entre Santos x Palmeiras apenas algumas horas após ele ter acontecido aí no Brasil. Aliás, o Santos jogou muito bem e vai levar esse campeonato…

O clima, até agora, está tranquilo: calorzinho durante o dia e frio a noite (essa associação automática da África com sol escaldante não vale pra África do Sul), porém o ar é bem seco. Uma consequência do ar seco é a facilidade de se carregar de energia estática e sair tomando pequenos choques por aí.

Bom, tem mais um monte de coisa, mas eu vou escrevendo aos poucos…

Despedidas

Aproveitei esse feriado fui visitar meus pais pra me despedir antes da viagem.

Meus pais são o oposto um do outro. Enquanto meu pai, calmo e equilibrado, me perguntou se era uma boa ir trabalhar tão longe, minha mãe, se pudesse, acredito que me trancaria no quarto e me proibiria de sair de lá…

E olha que já faz bem mais de uma década que eu não moro com eles.

Mas despedidas nunca são fáceis, pois geralmente você se despede de quem você gosta, e faz isso sabendo que não vai voltar a ver aquela pessoa por um período de tempo.

Eu entendo o que eles devem estar sentindo. Vamos ver se eu também vou desabar em lágrimas quando disser o tchau definitivo à minha…

Mama África

Então, o causo é o seguinte…

Estava já não estava mais totalmente motivado e satisfeito com meu trabalho, mas não tinha motivos para sair de lá, pois o salário era razoável e ninguém é louco de pedir demissão em meio a um crise econômica.

Pois numa quinta-feira de sol, meu gerente me chamou em sua sala pra dizer que eu estava sendo desligado da empresa, juntamente com 20% dos empregados da empresa.

Fiquei mal no dia, mas por outro lado, era uma oportunidade de tentar um re-começo, onde pude rever o andamento da minha carreira e avaliar algumas escolhas que tinha feito.

Duas semanas depois, fiz uma entrevista em uma empresa pequena, mas com uma boa proposta de trabalho e já estava empregado novamente.

Trabalhei lá por uma semana, e tive oportunidade de fazer outra entrevista, em uma empresa maior, porém para trabalhar na África do Sul por 3 anos e ainda trabalhando em algo que eu gosto.

Fui aprovado no processo seletivo e mudei de emprego novamente.

Bom, toda essa enrolação pra dizer que no próximo dia 16 estou embarcando pra África do Sul, onde permanecerei trabalhando por 3 anos.

Vou tentar atualizar este blog para contar minhas aventuras por lá e dividir com todo mundo.