Você não é especial

Esqueça aquilo que você leu nos livros de auto-ajuda ou naquela apresentação linda que você recebeu por e-mail e encaminhou a todos os seus contatos.
O simples fato de afirmar que todo mundo é especial faz automaticamente com que ninguém seja especial. É como respirar: se todo mundo faz, what is the big deal?
Todas as pessoas são diferentes, isso é fato. Porém milhares ou talvez milhões de pessoas terão uma história de vida parecida com a sua.
A idéia é a mesma: pessoas nascem, crescem, envelhecem e morrem. Durante esse processo elas realizam um bom punhado de coisas, mas nada que ninguém jamais tenha feito antes.
E depois de você outros virão e farão algo parecido, que será um pouco melhor ou um pouco pior.
Você pode levar uma vida extraordinária e realizar muitas coisas ou levar uma vida miserável e apenas esperar o tempo passar. Em ambos os casos você não é mais nem menos especial.
Decidir como será a sua vida depende de muitos fatores e pode exigir muito ou pouco esforço. Porém, na maioria dos casos, depende apenas das suas escolhas e da sua atitude.
Portanto não fique esperando que o mundo faça algo pela sua vida, pois ele não fará. Faça você mesmo.

Quando se está no meio dos ídolos

E olha que eu achei que não falaria de futebol por aqui, mas como não falar?

Como torcedor, acho que acompanhei desde o fim de uma época em que pode ser considerada a idade média do meu time até os dias de glória pelos quais ele passa hoje.

Mas eu quero falar de uma coisa diferente de história, tradição, qualidade, camisa e tantos outros termos amplamente utilizados pela imprensa esportiva. Nem é meu objetivo exaltar aqui o maior time do mundo, que já teve o maior jogador de todos os tempos, enfim…

Quero falar de como eu me senti uma parte, mesmo que pequenininha, disso tudo.

Era 22 de junho de 2011, dia da final do maior campeonato do continente americano. A emoção já vinha desde o começo do campeonato, mas aumentava a cada classificação, a cada jogo.

E a última semana tinha todo aquele ambiente místico de final de campeonato. 0 x 0 no primeiro jogo, decisão em casa, quase 40000 pessoas estariam no estádio pra gritar euforicamente durante o jogo e, se tudo corresse bem, muito mais após o apito final.

7500 km e um oceano me separavam do local sagrado e era, de alguma forma, impossível ser um dos que estariam no estádio.

E então, nessa bela e fria quarta-feira, logo nas primeiras horas do dia, lá está, na capa do site do time, um vídeo que exalta o jogo da final, com depoimentos de jogadores importantes e uma sequência peculiar de pessoas no final:

Diego -> Coutinho -> Robinho -> Eu -> Pelé -> Fim do vídeo

E assim, de longe, de alguma forma igual ao Pelé (como eu já falei antes, mesmo que pequenininha), eu pude fazer parte do terceiro título da América e ficar ainda mais feliz com o desfecho da história, que todo mundo acompanhou.

O dia em que eu resolvi deixar o cadarço desamarrado

Era um dia comum, uma segunda-feira. Acordei atrasado, me arrumei com pressa e logo fui pro trabalho. Até aí nada de incomum.

Cheguei lá e tinha uma reunião logo cedo. Quando me levanto da cadeira já ouço o primeiro aviso do dia:

Teu cadarço tá desamarrado!
Opa, obrigado.

Fui pra reunião com ele assim mesmo enquanto pensava no quanto pessoas se sentiriam incomodadas com meu cadarço desamarrado. Era só eu não ter o azar de tropeçar e cair.

Chegando à sala de reunião logo fui avisado da falta de amarras. Concordei com a cabeça e continuei ali, como se nada tivesse acontecido.

Voltando pra minha mesa acho que fui avisado mais umas duas vezes, fora as inúmeras vezes durante o dia todo.

Depois desse pequeno experimeno social, no fim do dia, amarrei o cadarço e deixei de ser um transgressor de convenções.

Pra começar…

Por que começar um blog a essa altura do campeonato?
Sei lá, deu vontade de escrever…
O que vou escrever aqui?
Não sei bem ainda, nenhum tema específico. Opiniões, acontecimentos, bobeiras, o que der na telha… Vamos ver se não é só mais uma das coisas que começo e não continuo.